O Fim do CentOS Linux: Entenda!

Antes de começarmos a falar sobre esse evento que deixou muita gente boquiaberta, explicaremos um pouco sobre diferenças  entre atualizações “rolling stream” e “fixed release”.

Rolling Stream

Uma distro linux com esse tipo de atualização está em constante mudanças, atualizações e alterações. Essas alterações afetam toda a distro.

Rolling tem um significado de rolar, movimentar. Enquanto Stream significa corrente, fluidez. É como um rio corrente, não para!

 

fixed release

No sentido de “lançamentos fixos”, as principais atualizações seguem uma agenda e patches ou pequenas atualizações são aplicadas conforme a necessidade.

 

Rolling Stream X fixed release

Distros que usam atualizações em modo Rolling Stream acabam tendo mais bugs, falhas, pois focam menos em estabilidade e mais em novidades. Porém estão sempre atualizadas.

Por outro lado, distros atualizadas em modo “fixed release” acabam tendo que esperar  meses, ou até anos, para ter melhorias. Porém são mais estável.

Entendendo o Caso do CentOS

CentOS é um clone gratuito do Red Hat. O suporte do Red Hat é pago.

CentOS 7 será suportado até 2024. O CentOS 8 seria até 2029, mas esse tempo foi reduzido para 2021. Porém o CentOS 7 permanece até 2024. Estranho? sim.

CentOS Linux sairá de jogo e o CentOS Stream permanecerá.

CentOS Stream usa atualizações em nodo Rolling Release.

Houve muitas empresas que acabaram de instalar o CentOS 8 e que já terão o retrabalho de mudar de distro ou instalar o Red Hat com seu suporte pago. Empresas pequenas são capazes de desembolsar grana para esse suporte?

No momento a corrente de atualizações funciona com essa sequência:

Fedora –> Red Hat Enterprise Linux –> CentOS

Atualizações são criadas no fedora, o Red Hat dá o polimento e ajustes necessários e, só então eram repassadas para o CentOS.  Por estar no topo(UP) dessa corrente(STREAM) de atualizações o  Fedora é o upstream(está no topo da corrente)  e é uma espécie de cobaia de testes para o Red Hat e CentOS.

Então Fedora é um upstream para o Red Hat, Red Hat é um downStream em relação ao Fedora e um upstream para o CentOS. O CentOS era sempre downstream.

Essa ordem não atrapalha o Fedora por ela ser uma distro voltada para usuários finais e não para servidores.

Com a mudança feita pelas empresas Red Hat e IBM, CentOS Linux sai de jogo, CentOS Stream entra e a corrente de atualizações fluirá seguindo a ordem:

Fedora –> CentOS Stream –> Red Hat Enterprise Linux

Com uma seguinte importante ressalva, conforme publicado no site oficial centos.org: 

Texto original: “Security issues will be updated in CentOS Stream after they are solved in the current RHEL release.

Tradução Pessoal: “problemas de segurança serão atualizados no CentOS Stream só depois de resolvidas no atual Red Hat“.

Deu para entender? Os bugs serão encontrados no CentOS Stream e continuarão lá até serem solucionados no  Red Hat.

O CentOS Stream com suas atualizações constantes servirá como cobaia para o Red Hat. Isso não é bom para servidores. Poderia ser para um computador de usuário final, caseiro, mas para empresas? Dificilmente.

 

Por Que a Empresa Red Hat/IBM Agiu Assim?

 

Há muitos boatos. Um deles declara que isso aconteceu porque sistema CentOS é muito mais usado do que o Red Hat e a empresa Red Hat quis “matar” essa concorrência que ela mesma gere.

Tem até uma certa lógica nisso:

Dados do site w3techs.com revelam qual a porcentagem de uso de distros Linux em hospedagem de sites.

CentOS  Linux tem participação de 18.8% no mercado enquanto o Red Hat 1.8%.

 

Conclusão

Com o gráfico acima podemos chegar a uma conclusão:

A maioria desses 18.8% dos usuários que usam CentOS Linux migrarão ou para ubuntu ou para Debian.

Há memes rodando a internet, veja um deles:

 

Por hoje é isso. Até!

 

Leitor voraz e um dos administradores do GNU/Linux Brasil no Whatsapp, facebook, youtube e nesse dito site: www.gnulinuxbrasil.com.br

5 Comments to “O Fim do CentOS Linux: Entenda!”

  1. A RedHeat criou um monstro com o qual ela mesma terá de lidar, não tem jeito. Esse pode acabar sendo um tiro no pé. Dificilmente quem usa um sistema gratuito já consolidado buscará uma versão paga, tendo boas opções gratuitas para seu uso. Eu aposto no crescimento do Debian!

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